O relatório "State of Markets II" da Andreessen Horowitz (a16z), divulgado em outubro de 2026, traz uma tese direta sobre a16z investimento IA infraestrutura: o capital da nova onda de inteligência artificial não vai para aplicativos como o ChatGPT. Vai para semicondutores, energia elétrica e data centers. A gestora resume em uma frase: "o tema do ano, e dos próximos anos, é a migração dos bits para os átomos".
A a16z — gestora que financiou GitHub, Airbnb e Coinbase — divide a economia da IA em dois blocos. O bloco "bits" agrupa software, plataformas de nuvem, aplicativos e sistemas corporativos. O bloco "átomos" reúne semicondutores, servidores, data centers, redes de comunicação e a infraestrutura elétrica para manter tudo funcionando.
De onde vem o dinheiro e para onde vai
No primeiro semestre de 2026, o capital de risco global atingiu US$ 510 bilhões. De tudo isso, 43% foi para empresas ligadas à IA, cerca de US$ 219 bilhões. OpenAI e Anthropic captaram juntas US$ 217 bilhões, boa parte destinada a pagar infraestrutura de compute e expandir data centers.
O relatório a16z investimento IA infraestrutura aponta três receptores principais do novo capital: fabricantes de chips e semicondutores, empresas de energia e infraestrutura elétrica, e operadores de data centers e redes de comunicação.
Empresas como a Nvidia, que fabrica os chips que treinam e rodam os modelos, consolidaram posição central. O programa de recompra de ações da Nvidia atingiu US$ 235 bilhões, o maior da história dos EUA. A Samsung investiu US$ 1 bilhão em infraestrutura de IA em parceria com KKR e Nvidia. Os números confirmam a tese da gestora.
Por que isso importa para o seu negócio
Se você usa ChatGPT ou Claude como ferramenta, o relatório a16z investimento IA infraestrutura não muda nada no dia a dia. Mas se você pensa em posicionar capital, serviços ou parcerias nos próximos anos, a leitura é diferente.
O argumento central da a16z é este: a onda anterior de tecnologia foi construída sobre software escalável, um código que rodava para um ou para um bilhão de usuários com custo marginal próximo de zero. A IA generativa quebrou essa lógica. Cada pergunta ao ChatGPT consome eletricidade, memória de GPU e refrigeração de data center. O custo marginal voltou a existir.
Isso cria oportunidade para quem atua em energia, construção de data centers, logística de componentes e serviços de refrigeração, setores que raramente entram nas conversas sobre IA, mas que concentram parte crescente do capital. Para empresários que dependem de IA como ferramenta, a implicação prática é diferente: preços de API vão oscilar conforme essa infraestrutura física aperta ou afrouxa. Planejar fornecedores e redundâncias já é parte da estratégia de TI.
O artigo completo com os dados do relatório está em Money Times.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.
Fonte: Money Times





