A AMD (NASDAQ: AMD) encerrou a segunda-feira, 2 de novembro de 2026, negociada a US$ 477,84, queda de 5,34% em relação ao fechamento anterior de US$ 504,80. Os AMD chips de IA da empresa vinham atraindo atenção pela parceria com a Meta, mas o papel abriu em US$ 513,52 e chegou à mínima de US$ 477,69. O gatilho não veio de dentro da empresa: foi a Intel quem pressionou o setor.

O CFO da Intel, David Zinsner, afirmou que a desaceleração dos PCs deve continuar pelo menos até o primeiro semestre de 2027. Como AMD e Intel competem em processadores para computadores e servidores de data center, o mercado aplicou o aviso de forma ampla ao setor. O resultado foi uma queda que, por um dia, ignorou o crescimento acelerado que a AMD registrou no segmento de AMD chips de IA.

AMD chips de IA: o que os números do 2T26 mostram

O segundo trimestre fiscal de 2026 foi o mais forte da história recente da AMD. A receita total chegou a US$ 11,54 bilhões, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2025. O segmento de data center, onde vivem os processadores EPYC e as GPUs Instinct da empresa, cresceu 107%, atingindo US$ 6,72 bilhões.

A margem bruta (non-GAAP) ficou em 56%, e o lucro por ação diluído (non-GAAP) foi de US$ 1,66. Para o terceiro trimestre de 2026, cujos resultados saem em 3 de novembro, o guidance da empresa é de aproximadamente US$ 13 bilhões em receita, com a mesma margem bruta de 56%.

O mercado de opções precifica uma oscilação de 8,95%, cerca de US$ 45 por ação, em qualquer direção após o balanço. Esse patamar indica que o resultado tem potencial para mover o papel de forma expressiva.

Parceria com a Meta: o que já está no ar e o que precisa ser provado

A parceria com a Meta Platforms é o ponto central da tese de crescimento dos AMD chips de IA no mercado corporativo. A empresa investiu US$ 1 bilhão na emissão de ações recente da Meta e colocou no centro do acordo os sistemas em rack chamados Helios. Esses sistemas integram processadores, chips gráficos, redes e software em uma solução projetada para IA em larga escala.

Os primeiros sistemas Helios estão instalados e em fase de testes nos data centers da Meta. Os processadores EPYC da AMD também sustentam o Muse, o agente de IA da Meta. O que o mercado quer ver na divulgação de terça-feira é a confirmação de que essa presença inicial se converte em pedidos maiores e em guidance crescente.

A Meta anunciou planos para captar até US$ 95 bilhões para expandir seus data centers de IA. Parte dessa expansão depende de parceiros como a AMD, que já entregou sistemas de chips de IA para data centers de grande escala. O volume de processamento que a Meta planeja absorver representa uma oportunidade concreta para os AMD chips de IA ganharem participação de mercado frente à Nvidia.

Para acompanhar a estratégia de produto da Advanced Micro Devices diretamente, os chips Instinct para IA e os EPYC para servidor são as duas apostas principais fora do mercado de PCs.

Por que isso importa para o seu negócio

Se você usa anúncios no Instagram, ferramentas com IA da Meta ou qualquer serviço que rode sobre a infraestrutura da empresa, cada bilhão investido em chips AMD representa mais capacidade de processamento. Isso se traduz em melhor segmentação de audiências, modelos de IA mais rápidos e respostas mais precisas nas ferramentas automatizadas.

Para quem acompanha o mercado de tecnologia, a AMD é o principal concorrente da Nvidia no segmento de chips para IA em data center. A diferença é que a Nvidia já tem uma posição consolidada, enquanto a AMD está construindo a sua, parceria a parceria. O balanço de 3 de novembro é o próximo ponto de verificação dessa construção.

O que dizem os analistas

Blayne Curtis, do banco Jefferies, manteve a recomendação de compra com preço-alvo de US$ 650 por ação. Para o terceiro trimestre, ele projeta receita de US$ 13,5 bilhões. Para o quarto trimestre, US$ 17 bilhões, acima do consenso de mercado de US$ 16,3 bilhões.

Christopher Rolland, da Susquehanna, vai além: suas estimativas para 2027 somam US$ 74 bilhões em receita de data center para a AMD, sendo US$ 41 bilhões de GPUs de IA e US$ 33 bilhões de CPUs de servidor. O consenso atual de mercado está em US$ 71 bilhões.

A questão central que o balanço de terça-feira precisa responder: o guidance do 4T26 confirma o crescimento acima do consenso, ou o alerta da Intel sobre PCs contamina também as previsões de data center?


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

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