Um levantamento da Catho com vagas publicadas entre janeiro e agosto de 2026 colocou o ChatGPT em vagas de emprego no centro do debate sobre habilidades digitais no Brasil. A ferramenta da OpenAI foi citada em 831 anúncios de recrutamento, bem à frente dos concorrentes. Em segundo lugar ficou o Claude, da Anthropic, com 394 menções. O Google Gemini ficou logo atrás, com 391.
O ranking completo das cinco mais exigidas:
- ChatGPT (OpenAI): 831 anúncios
- Claude (Anthropic): 394
- Google Gemini (Google): 391
- n8n: 313
- Microsoft Copilot: 217
A entrada do n8n na lista é um sinal relevante. A ferramenta de automação de fluxos de trabalho já aparece à frente do Microsoft Copilot, indicando que vagas de tecnologia, operações e marketing pedem cada vez mais profissionais que saibam automatizar processos com IA, não apenas usar um chatbot.
O que o ranking diz sobre o mercado de trabalho
O ChatGPT em vagas de emprego com essa frequência não é um dado isolado. Em paralelo, uma pesquisa da Michael Page, publicada pela Você S/A, revelou que 73% dos candidatos brasileiros já usam IA em alguma etapa da busca por emprego, seja para montar currículo, preparar entrevistas ou pesquisar empresas.
O dado muda a narrativa que circulou nos últimos anos: saber usar IA deixou de ser visto como diferencial competitivo. É um requisito básico em áreas como marketing, atendimento, desenvolvimento e análise de dados. Candidatos que nunca abriram o ChatGPT chegam às entrevistas em desvantagem.
A proximidade entre Claude e Gemini no segundo e terceiro lugar também é um sinal. Recrutadores não estão pedindo apenas uma ferramenta específica, mas familiaridade com o ecossistema de assistentes de IA como um todo. Quem conhece apenas o ChatGPT pode ter dificuldade em empresas que adotaram o Claude ou o Gemini como padrão interno.
Por que isso importa para o seu negócio
Se você lidera uma empresa e ainda não formalizou o uso de ChatGPT em vagas de emprego ou nos processos internos, o benchmark do mercado está se movendo sem você. Dois pontos práticos:
Primeiro, na contratação. Antes de publicar uma vaga, revise se o requisito de IA está explícito. Não basta pedir "conhecimento em tecnologia". Especifique quais ferramentas sua equipe usa, seja o ChatGPT, o Copilot ou o n8n, e o nível de proficiência esperado. Isso filtra candidatos e reduz tempo de onboarding.
Segundo, na capacitação da equipe atual. O perfil de uso do ChatGPT revela que muitos usuários ainda subutilizam a ferramenta. Treinamentos internos com casos reais do seu setor têm retorno mais rápido do que cursos genéricos.
O ranking da Catho cobre o período de janeiro a agosto de 2026, mas a tendência só acelera. A estimativa é que, até o fim de 2026, mais de 40% das aplicações empresariais embutam agentes de IA especializados por tarefa, segundo a Gartner. Profissionais que chegarem ao mercado sem essa familiaridade terão cada vez menos espaço.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.





