O relatório Signals da OpenAI, que cruzou dados de uso do ChatGPT no trabalho em 111 países até junho de 2026, entregou um retrato claro de como a IA está mudando a forma de produzir. O dado mais direto: quando a pessoa está no trabalho, a probabilidade de usar o ChatGPT para criar um arquivo, código ou análise é mais de duas vezes maior do que quando está fora do expediente.

O relatório categoriza as mensagens em três tipos: perguntas, produção de entregas e expressões. No Japão, produção de entregas representou 13,6% das conversas fora do trabalho e 32% durante o expediente. É uma diferença de mais do que o dobro, e o padrão se repete globalmente.

Brasil lidera em multimídia, América Latina fecha a lacuna

Um dado que chama atenção especialmente para o mercado brasileiro: no segundo trimestre de 2026, o Brasil registrou a maior fatia de uso de multimídia entre todos os países do relatório, com 11,1% das conversas. A Colômbia ficou em segundo (10,1%) e o México em terceiro (10%). O uso de multimídia cresceu globalmente desde o lançamento do ChatGPT Images 2.0, em abril de 2026, chegando a 7,8% das conversas mundiais em junho.

Essa liderança brasileira reflete tanto a adoção rápida de ferramentas de criação de imagens quanto o perfil criativo de usos locais, como marketing, conteúdo para redes sociais e comunicação visual.

O ChatGPT no trabalho também está alcançando um público mais velho. Em mais de 90% dos países analisados, a fatia de usuários com 35 anos ou mais cresceu entre o início da série histórica e junho de 2026. Isso derruba a percepção de que a ferramenta é predominantemente usada por jovens: profissionais com mais experiência estão incorporando a IA no dia a dia.

O relatório também mostrou que a América Latina, a África e a Oceania estão fechando a lacuna com os países que adotaram o ChatGPT primeiro. O número de mensagens por usuário nessas regiões cresceu de forma mais acelerada do que nas regiões líderes no Q2 2026.

Por que isso importa para o seu negócio

Dois pontos práticos para quem toma decisões sobre o uso de ChatGPT no trabalho:

O primeiro é medir o que sua equipe realmente faz com a ferramenta. A distinção entre "perguntas" e "produção de entregas" importa para justificar investimento. Uma equipe que usa o ChatGPT para tirar dúvidas rápidas tem impacto diferente de uma que gera documentos, análises e campanhas inteiras com a ferramenta.

O segundo é o dado de multimídia. Se você ainda não explorou o uso de IA para criar imagens, apresentações ou materiais visuais, o Brasil já está na vanguarda disso. O ChatGPT memoriza perfil psicológico do usuário para personalizar entregas, o que eleva o potencial para uso em marketing e comunicação personalizada.

A tendência do relatório aponta para um mercado global onde a IA deixa de ser um experimento isolado de equipes de tecnologia e passa a ser parte da infraestrutura de produção de qualquer área. O Brasil, com sua liderança em multimídia, está bem posicionado para absorver esse movimento, mas isso exige que as empresas formalizem processos, treinem equipes e monitorem resultados.


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

Fonte: OpenAI Blog