Um desenvolvedor estava usando o Claude Code para criar um aplicativo de monitoramento de temperatura quando recebeu uma mensagem que não esperava. O agente de programação da Anthropic avisou: "Seu Mac está rodando um minerador de criptomoeda que eu não instalei." O processo detectado era o XMRig, consumindo cerca de 1175% da CPU, equivalente a 12 núcleos em carga máxima, com temperaturas chegando a 112 graus.

O caso foi publicado pelo Tom's Hardware em 19 de outubro de 2026, com base em postagem no Reddit. O desenvolvedor tinha percebido leituras de temperatura acima do normal e pediu ao Claude Code que analisasse os dados brutos do sensor térmico. O agente não apenas leu os números: verificou os processos ativos e encontrou o XMRig.

O que o Claude Code encontrou e como reagiu

O Claude Code identificou um processo que não havia instalado e comunicou isso diretamente ao usuário em linguagem clara. O minerador usava cerca de 12 núcleos do processador em carga máxima, o que explica tanto as temperaturas extremas quanto a lentidão do sistema.

Com base em capturas de log, o XMRig pode ter sido adicionado à lista de inicialização automática do Mac por volta de 29 de agosto. O Tom's Hardware aponta que a origem exata não foi confirmada. O XMRig é um minerador de Monero de código aberto e legítimo, disponível para Windows, Linux e macOS. Sua presença num dispositivo pode ser resultado de instalação intencional ou de ataque.

No mesmo período, pesquisadores da Kaspersky documentaram uma campanha de malvertising usando nomes de ferramentas de IA como isca. Páginas falsas de Claude Code apareciam nos primeiros resultados de busca e entregavam infostealers no lugar do programa legítimo. Os dois casos não foram confirmados como relacionados, mas o contexto reforça a atenção.

O Claude Code já se destacou por capacidades em automação de tarefas técnicas complexas e desta vez funcionou como aliado de segurança: detectou algo fora do esperado sem que ninguém pedisse explicitamente.

Por que isso importa para o seu negócio

O episódio levanta uma questão prática para qualquer empresário que usa ferramentas de IA no computador: quando um agente de programação tem acesso ao sistema de arquivos e à lista de processos para cumprir sua função, ele também enxerga o que não deveria estar lá.

Isso não é um recurso de segurança planejado do Claude Code. Foi uma consequência do escopo de acesso necessário para fazer o trabalho. A Anthropic não anunciou nenhuma funcionalidade de detecção de malware. O que aconteceu foi que o agente, ao verificar o estado da máquina, agiu de forma útil e transparente ao reportar o que encontrou.

Para negócios que operam com dados sensíveis ou infraestrutura crítica, mineradores de CPU são uma ameaça real: consomem recursos pagos em servidores na nuvem, aquecem hardware físico e podem esconder processos mais graves. A Anthropic tem receita anualizada de US$ 47 bilhões e parte desse investimento vai para que o Claude Code seja um agente confiável — útil e transparente como padrão, não como exceção.


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

Fonte: Tom's Hardware