A destilação do Claude por empresas chinesas entrou na agenda do governo americano: NSA, CISA e FBI emitiram alerta conjunto em outubro de 2026, respaldando relatório da Anthropic que denuncia dois anos de extração não autorizada de modelos de fronteira dos EUA.
Segundo a Anthropic, DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba, MiniMax, StepFun e Z.AI extraíram bilhões de tokens em milhões de interações com Claude, GPT, Gemini e Grok. A empresa publicou o relatório em setembro de 2026 e afirma que o governo chinês "provavelmente tinha conhecimento" das atividades.
Como a destilação do Claude foi conduzida, segundo a Anthropic
O caso mais detalhado envolve a Moonshot AI. A empresa teria redirecionado pedidos de seus próprios usuários ao Claude, sem que eles soubessem estar falando com um modelo concorrente. Em dez dias, foram 300 mil solicitações feitas por 5.380 contas fraudulentas abertas em Singapura e no Japão.
A Alibaba aparece com escala maior: 151 milhões de atividades de destilação do Claude entre maio e julho de 2026. Para contornar restrições, as empresas usaram agregadores terceiros, provedores de nuvem e serviços de proxy chamados de "transfer stations".
A Anthropic reconhece que destilação é um método legítimo de treinamento de IA. O problema, segundo a empresa, é a "campanha encoberta" e não autorizada. A empresa diz ter desarticulado as operações identificadas e reforçado salvaguardas contra a extração não autorizada do Claude.
O que dizem os EUA e o que contesta a China
A CISA classificou a destilação do Claude e de outros modelos americanos como "extração sistemática de capacidades proprietárias" que ameaça a liderança tecnológica dos EUA. NSA, CISA e FBI recomendam que empresas fortaleçam sistemas de detecção, adotem contramedidas direcionadas e compartilhem informações sobre campanhas similares.
Do lado chinês, a Administração do Ciberespaço questionou sete desenvolvedores e focou atenção em DeepSeek e Moonshot. Nenhuma das duas respondeu a pedidos de comentário. O South China Morning Post noticiou que analistas apontam ausência de exemplos concretos para verificação independente das alegações.
Para quem acompanha o histórico de tensões entre modelos americanos e chineses, o episódio confirma um padrão: a corrida por capacidades avançadas de IA cria incentivos para atalhos técnicos que ignoram termos de uso.
Por que isso importa para o seu negócio
Se a sua empresa usa APIs de IA como o Claude ou o ChatGPT, o episódio levanta uma pergunta prática: os dados que trafegam por proxies, agregadores ou revendedores não auditados podem ser capturados por terceiros sem o conhecimento dos provedores oficiais.
Os órgãos americanos são diretos: use provedores com contrato claro sobre uso de dados, evite rotas de proxy sem auditoria e acompanhe os alertas da CISA. A página oficial do Claude detalha as políticas de privacidade e uso de dados vigentes.
Para empresas em processo de escolha de modelos, o crescimento do Claude no mercado corporativo mostra que confiança em segurança de dados pesa tanto quanto performance na decisão de adoção.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.
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