Capa do carrossel de apresentação de Luís Guimarães: uma empresa de estética com 60% da operação rodando com IA
Capa do carrossel de apresentação de Luís Guimarães: uma empresa de estética com 60% da operação rodando com IA

O Grupo PELG, dono da marca Patrícia Elias Estética e Saúde, já roda 60% da operação com IA no atendimento, na agenda, no site, na logística e no marketing. Quem conta é o sócio co-fundador e CEO Luís Guimarães, o @luiscortex, que abriu no Instagram os números do KPI semanal interno da empresa.

A comparação mais forte é a do atendimento no WhatsApp: numa semana, os agentes de IA tiveram nota de satisfação maior que a da equipe humana, e o tempo de resposta da clínica caiu de 12,4 horas para menos de 1 minuto.

Quem é Luís Guimarães

Luís é advogado especialista em direito societário, formado pela FMU em 2015 e com pós pela FGVLaw em 2016. Também foram 16 anos como engenheiro de áudio e vídeo, de 2004 a 2020: técnico de grandes eventos e festivais, turnês com bandas nacionais e internacionais e o palco do Rock in Rio em 2017.

Em 2016 virou sócio-fundador do Grupo Patrícia Elias, onde dirige o canal Patrícia Elias no YouTube, com 7,7 milhões de inscritos, e as redes da loja, da clínica e da influenciadora. Em 2024 se especializou como engenheiro de IA e passou a implementar soluções com agentes e sistemas integrados para empresas.

O que o grupo faz

  • Clínica e loja nos Jardins (SP). Atendimento presencial de estética.
  • E-commerce e marketplaces. Venda online de dermocosméticos e suplementos da marca própria.
  • Mídia. Mais de 10 perfis nas redes, mais de 700 milhões de visualizações e 35,7 milhões de horas de conteúdo assistido.
  • Cursos. Formação para clientes e para profissionais da área.

A virada de 2024

O problema era conhecido de qualquer empresa que cresce: mensagem sem resposta, venda escapando e custo subindo a cada contratação. Em vez de contratar mais, Luís decidiu aprender a construir.

Estudou LLMs, machine learning, IA generativa, modelos multimodais, agentes, banco de dados, automações e servidores. Começou com o ChatGPT, passou a implementar junto com o time usando Bolt e N8N e somou mais de 5.000 horas de desenvolvimento. Dessas, mais de 3.300 horas ativas foram no Claude Code, em 2.182 sessões, número medido pelo próprio Claude a pedido dele.

O que a IA faz na empresa hoje

Os sistemas foram integrados do atendimento ao site, passando por logística, marketing e agenda. Os agentes de IA fazem agendamento, enviam links de produto, criam páginas de venda, checkouts e anúncios.

No podcast Papo de Expansão, Luís resumiu o que a tecnologia não resolve sozinha: gerir pessoas continua sendo o maior desafio, porque as pessoas "não trabalham pelo CNPJ, trabalham pelo CPF".

IA x equipe humana: uma semana de atendimento

IndicadorIAEquipe humana
Satisfação do cliente (0 a 100)83,173,8
Clientes insatisfeitos0,1%12,5%
Mensagens com preço informado82792
Mensagens com link de produto15,6%5,9%

Na mesma semana, a IA conduziu 889 conversas, resolveu 90,8% delas sem ajuda e deu a primeira resposta em 0,4 minuto (mediana). Os dados são do KPI semanal interno de 1 a 7 de setembro de 2026.

IA x humano: satisfação, clientes insatisfeitos, preço informado e link de produto em uma semana
IA x humano: satisfação, clientes insatisfeitos, preço informado e link de produto em uma semana
A conta: corte de R$ 250 mil por ano com ferramentas externas e redução de postos de trabalho
A conta: corte de R$ 250 mil por ano com ferramentas externas e redução de postos de trabalho
Equipe menor, time melhor: tempo de resposta de 12,4 horas para menos de 1 minuto
Equipe menor, time melhor: tempo de resposta de 12,4 horas para menos de 1 minuto

Equipe menor, time melhor

Com a IA absorvendo o volume, a equipe física ficou com os supervisores e os melhores colaboradores. Eles revisam o que a IA responde, resolvem os casos que ela repassa (0,9% do total) e cuidam de logística, trocas e reembolsos.

Desde outubro de 2025, o tempo de resposta no WhatsApp da clínica caiu de 12,4 horas para menos de 1 minuto e os casos de clientes em aberto passaram de 101 para 45. Hoje, 94% das conversas passam pela IA.

A conta

O corte foi de R$ 250 mil por ano, somando ferramentas externas que saíram e a redução de postos de trabalho. No lugar, a empresa paga a assinatura Claude Max, os tokens e um servidor dedicado. A nota de satisfação com o atendimento subiu de 80 (JNC Online, outubro de 2025) para 95 pontos, e só 0,1% dos clientes atendidos pela IA saíram insatisfeitos.

O que muda para outras empresas

O caso mostra um caminho que não depende de trocar todo mundo por robô: a IA assume o volume repetitivo e rápido, e as pessoas ficam com a supervisão e com os casos difíceis. O ganho aparece primeiro no tempo de resposta e na satisfação, antes mesmo do corte de custo.