Com o Enem 2026 no horizonte, usar IA para estudar para o Enem passou de novidade a estratégia adotada por candidatos em todo o Brasil. Mas a escolha da ferramenta certa importa: cada assistente de IA tem pontos fortes distintos, e usar o errado para a matéria errada pode desperdiçar tempo.

Abaixo, um guia direto baseado nas características de cada ferramenta, sem propaganda e sem exagero.

As seis ferramentas mais úteis para o Enem

Gemini (Google): o ponto forte está nos simulados. Em parceria com a Akira Enem, a plataforma oferece simulados gratuitos baseados em questões oficiais do exame. O recurso "Aprendizado Guiado" explica o raciocínio sem entregar a resposta, o que força o candidato a pensar antes de ver a solução.

Akira Enem: plataforma construída especificamente para o exame. Cria cronogramas de estudo conforme o tempo disponível do candidato, tem flashcards (Akira Cards), simulados com gabarito comentado e gamificação para manter o engajamento. Para quem precisa de estrutura e disciplina, é a opção mais completa.

Gemini Notebook (ex-NotebookLM): permite carregar seus próprios materiais — apostilas, PDFs, anotações — e fazer perguntas diretamente sobre eles. Gera resumos, flashcards, mapas mentais e até resumos em áudio. Para quem quer estudar com o próprio material, é o mais personalizado.

ChatGPT: o Modo de Estudo conduz a conversa com perguntas progressivas e ajuda o candidato a encontrar o caminho da resposta sem entregá-la pronta. Funciona bem para humanas, linguagens e redação, mas exige que o candidato configure bem o prompt inicial para evitar respostas genéricas.

Perplexity: faz buscas com as fontes citadas ao lado da resposta. Para atualidades (tema de redação frequente), é o mais seguro porque permite verificar a informação. Tem um modo acadêmico para pesquisar artigos e teses, útil para repertório de redação.

DeepSeek: a escolha para matemática, física e química. Mostra as etapas de resolução de forma detalhada, o que ajuda o candidato a identificar exatamente onde o raciocínio se perdeu. Mais técnico que os outros, mas muito eficiente nas exatas.

Por que isso importa para o seu negócio

Usar IA para estudar para o Enem é um reflexo de um movimento maior: a próxima geração de profissionais já entra no mercado com fluência em ferramentas de IA. Se você lidera uma empresa, isso tem implicações diretas.

Primeiro, o perfil do candidato junior está mudando. Quem estudou para o Enem com IA já tem hábitos de uso que facilitam a adoção de ferramentas como o ChatGPT ou o Copilot no trabalho. O onboarding em ferramentas de IA vai ser mais rápido para essa geração.

Segundo, esses usos revelam padrões de adoção que funcionam. O Modo de Estudo do ChatGPT, por exemplo, usa a mesma lógica de "fazer o usuário raciocinar antes de entregar a resposta" que boas metodologias de treinamento corporativo usam. Empresas que treinam equipes com IA podem se inspirar nessa abordagem: em vez de dar a resposta, usar a IA para fazer as perguntas certas.

A Gartner estima que 40% das aplicações empresariais embutirão agentes de IA especializados até o fim de 2026 — profissionais que dominam IA para estudar para o Enem chegam prontos para esse mercado. A regulação de IAs generativas para menores está avançando nos EUA, o que pode mudar as políticas de uso dessas ferramentas em ambientes educacionais. Quem usa IA em treinamentos corporativos também precisa estar atento a esse contexto.


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

Fonte: Google News — IA (PT-BR)