A inteligência artificial decifra código Enigma e compressa décadas de trabalho criptográfico em dois dias. Em setembro de 2026, dois modelos de IA distintos resolveram mensagens cifradas por máquinas Enigma da Segunda Guerra Mundial que permaneciam sem resposta por anos: o GPT-6 Astra, da OpenAI, e o Claude Opus 5, da Anthropic.

Os resultados foram validados por Frode Weierud, engenheiro elétrico aposentado e pesquisador de criptologia que mantém o Crypto Cellar, arquivo histórico de criptografia em cryptocellar.org, e acompanha as mensagens da Enigma sem solução há décadas.

GPT-6 Astra: pesquisa autônoma em dois dias

O desenvolvedor Carter Leffen pediu ao Astra que procurasse em uma base de dados uma mensagem da Enigma ainda não decifrada. O modelo pesquisou arquivos históricos, examinou pistas contextuais e montou um simulador da máquina Enigma para reconstruir o texto original. A mensagem estava sem solução desde 2005.

O Astra chegou à resposta em dois dias. Para Weierud, o que o modelo fez em dois dias exigiria semanas ou meses de trabalho humano, o que representa uma aceleração de mais de 7x em relação ao esforço convencional. "GPT-6 Astra está se comportando como um criptanalista e pesquisador de arquivos muito profissional", escreveu o pesquisador.

Os registros da sessão do Astra trouxeram uma questão em aberto: o modelo mencionou mensagens de uma "coleção particular" não catalogada por Weierud. O pesquisador especula que esses documentos possam estar em arquivos públicos alemães ou ter sido compartilhados por outro pesquisador na internet.

Claude Opus 5: orientação especializada para outro código

Em 21 de setembro, o criptanalista Jack Willis procurou Weierud para relatar que havia usado o Claude Opus 5 na tentativa de decifrar outra mensagem. A estratégia foi diferente: Willis forneceu ao modelo orientações específicas, com uma pista baseada no nome conhecido de um oficial. Com essa informação, a inteligência artificial decifra código Enigma histórico em tempo reduzido.

Os dois episódios mostraram abordagens distintas. O Astra operou de forma autônoma, pesquisando e simulando por conta própria. O Claude Opus 5 recebeu orientação técnica de um especialista e usou a pista para chegar à solução. Nos dois casos, a inteligência artificial decifra código Enigma mais rápido do que qualquer equipe humana atual conseguiria.

Por que isso importa para o seu negócio

A capacidade que levou dois dias para decifrar um código histórico insolúvel revela algo mais amplo sobre o estado atual dos modelos de IA: conseguem combinar pesquisa em fontes históricas, raciocínio lógico e simulação técnica em ciclos muito mais curtos do que qualquer equipe humana.

Para empresas, o paralelo é direto: tarefas de análise que exigem varredura em grandes volumes de dados, identificação de padrões e geração de hipóteses seguem a mesma lógica. A diferença não está na capacidade técnica da IA, está na qualidade do contexto fornecido a ela: Leffen deu autonomia total ao Astra, Willis deu uma pista cirúrgica ao Claude. Os dois funcionaram.

Segundo Weierud, restam sete mensagens da Enigma sem solução conhecida, além de uma oitava cujo texto original existe mas cujo código permanece intacto. Com IA sendo aplicada a esse tipo de pesquisa, o prazo dessas soluções deve encurtar.

Mais sobre avanços de IA em pesquisa científica: Claude autonomia: Anthropic revela que IA conduz 26% da pesquisa.


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

Fonte: Olhar Digital