A Legora lançou em 29 de outubro de 2026 o Legora aOS, sistema operacional agêntico para trabalho jurídico, e anunciou uma rodada Série E de US$ 550 milhões. O produto orquestra agentes que executam tarefas jurídicas de forma autônoma desde a entrada do caso até a entrega ao cliente, com os advogados responsáveis pelas decisões relevantes.

"É algo que construímos ao longo de três anos", disse Max Junestrand, CEO e cofundador da Legora, no lançamento. O CEO chamou a nova fase de 'Agentic Law'.

O que o Legora aOS faz

O Legora aOS é o ambiente que abriga e coordena o Legora Agent, componente central do produto. O agente realiza pesquisa jurídica com base em fontes oficiais de cada jurisdição, revisa documentos em volume, lê contratos com compreensão do contexto jurídico e usa o conhecimento acumulado do escritório: playbooks, banco de precedentes, biblioteca de cláusulas, histórico de clientes e posições negociadas em casos anteriores.

A plataforma se integra a sistemas de gestão documental, bases de pesquisa jurídica, e-mail e sistemas de gestão de casos. O acesso funciona via web, Microsoft Word, Outlook e dispositivos móveis. Para apoiar a implantação, a Legora oferece o que chama de Legal Engineers: especialistas que configuram o sistema para cada prática jurídica específica.

O escritório Stoel Rives, do grupo Am Law 200, adotou o Legora aOS em toda a sua operação após um piloto realizado em vários escritórios. O responsável pela decisão citou a postura de segurança e a precisão da pesquisa jurídica como fatores decisivos. O escritório trabalhista Littler firmou parceria com a Legora e a Epiq para acelerar a transformação com IA nas práticas de direito do trabalho.

Por que isso importa para o seu negócio

O legora aos marca uma mudança de vocabulário no mercado jurídico: o produto não é mais descrito como ferramenta de pesquisa ou gerador de minuta, mas como sistema operacional. A diferença é de escopo: um sistema operacional ambiciona ser a plataforma por onde o trabalho passa, não uma etapa isolada.

Para escritórios brasileiros e departamentos jurídicos de empresas que acompanham o mercado americano, o aOS representa o estado da arte atual de IA aplicada ao direito. A rodada de US$ 550 milhões, somada a clientes do porte do Stoel Rives, indica que o modelo tem tração real além das demonstrações.

O modelo de agência adotado pelo legora aos, em que o agente executa e o advogado decide, responde a uma preocupação comum em escritórios que hesitam em adotar IA: a responsabilidade profissional. O sistema não toma decisões jurídicas, executa o trabalho técnico que antecede cada decisão.

Para quem acompanha o mercado de ferramentas de IA para advogados, o Legora aOS e o Claude for Legal Artifacts lançados na mesma semana mostram que a convergência de IA e direito deixou a fase experimental. A página oficial da Legora tem detalhes sobre acesso ao produto.


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

Fonte: Legora Newsroom