Como o malware ChatGPT Claude phishing funciona

A Microsoft Threat Intelligence documentou, em junho de 2026, uma série de campanhas que usam malware ChatGPT Claude phishing para enganar funcionários de empresas e usuários comuns. Os ataques não comprometeram os serviços da OpenAI, da Anthropic nem da DeepSeek: os criminosos se aproveitaram da reputação dessas ferramentas para dar credibilidade a armadilhas digitais.

Uma campanha usou e-mails com tema de cobrança do ChatGPT Plus, simulando notificações de pagamento. Em um único dia, foram enviados 100 mil e-mails redirecionando as vítimas por domínios legítimos de rastreamento da Amazon, o que tornava os links mais difíceis de bloquear por filtros de e-mail. Ao clicar, o usuário chegava a um site comprometido que capturava dados do cartão corporativo.

Outra campanha usou a identidade visual do Claude, da Anthropic. Um PDF falso simulava uma comunicação sobre apelação de conta. As páginas de destino usavam uma etapa de verificação para bloquear ferramentas automatizadas de análise de sandbox, mantendo o malware invisível para defesas básicas. Segundo a Microsoft, essa operação de malware ChatGPT Claude phishing atingiu mais de 2.000 organizações apenas em abril de 2026.

O caso mais rápido foi o do DeepSeek: 45 minutos após uma prévia do modelo V4, um repositório falso no GitHub com o logo e os benchmarks reais da empresa já estava no ar, distribuindo o infostealer Vidar para quem tentasse baixar o modelo.

Por que isso importa para o seu negócio

Empresas que adotaram ferramentas de IA no dia a dia estão mais vulneráveis ao malware ChatGPT Claude phishing justamente porque os funcionários reconhecem essas marcas. Uma notificação de cobrança do ChatGPT, uma atualização de termos do Claude ou um link para uma nova versão do DeepSeek parecem completamente plausíveis em 2026.

A Microsoft atribuiu parte do malvertising a um grupo identificado como Storm-3075, um intermediário de acesso inicial que entrega payloads para outros grupos criminosos. As assinaturas digitais em binários fraudulentos eram fornecidas por uma operação chamada Fox Tempest, que vende certificados falsos para dar aparência legítima a arquivos maliciosos.

O Kaspersky registrou 92.000 ataques em 2026 usando a identidade de serviços de IA, além de mais de 15.000 amostras de malware disfarçadas de software de IA agêntica. Esses números mostram que não se trata de ataques isolados: é uma estratégia estruturada com infraestrutura própria.

Para quem gerencia acesso a ferramentas de IA na empresa, o risco concreto está na combinação de engenharia social com malware sofisticado. A exploração de arquivos maliciosos em ferramentas como Claude Code e Codex mostra que os vetores de ataque envolvendo IA se diversificaram em múltiplas direções em 2026.

Três medidas reduzem esse risco de forma direta: autenticação multifator resistente a phishing, verificação de links no momento do clique (não no recebimento do e-mail) e proteções de navegador que bloqueiam domínios conhecidos por distribuição de malware. A Microsoft detalha recomendações adicionais na página do Microsoft Threat Intelligence.


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

Fonte: Expert Insights