Os óculos Ray-Ban Meta AI chegaram, em setembro de 2026, a 10 novos mercados: Filipinas, Polônia, Portugal, Israel, África do Sul, Indonésia, Tailândia, Hong Kong, Nova Zelândia e Malásia. O anúncio foi feito na Meta Connect 2026, em comunicado conjunto com a EssilorLuxottica, datado de 24 de setembro. Para esses países, a expansão encerra anos de importação paralela e garante distribuição oficial com garantia local.
Geração 3: câmera de 12MP, 9 horas de bateria e mais de 100 estilos
A terceira geração dos óculos Ray-Ban Meta AI chega com câmera de 12MP para fotos e vídeos em 3K, array de seis microfones e bateria com até 9 horas de uso, uma hora a mais que a geração anterior. Um LED acende durante a gravação para avisar quem está ao redor. Os modelos Aviator, Wayfarer e Zena somam 27 combinações de cor e lente.
Os preços divulgados são para o mercado americano: Gen 3 a partir de US$ 449, Ray-Ban Meta Audio (sem câmera) por US$ 349, Meta Glasses por US$ 399 e Meta Adventurer por US$ 249. Até o fim de 2026, a Meta prevê mais de 100 estilos entre Ray-Ban, Oakley e a linha Meta Glasses. Para os novos mercados, inclusive Portugal e Filipinas, ainda não há data de chegada nem preço local confirmado.
Dois recursos ficam exclusivos dos EUA por ora: o agente pessoal de IA Muse e o Hearing Enhancement, software de melhoria auditiva para perdas leves a moderadas com autorização da FDA. O processamento privado, que mantém parte do trabalho de IA no próprio dispositivo, chega ainda neste ano.
AMD Helios e US$ 1 bilhão por trás do agente Muse
O Muse não é um chatbot simples: ele executa tarefas, responde perguntas e interage com serviços externos a partir do que os óculos Ray-Ban Meta AI captam em tempo real. Para sustentar o agente em escala, a Meta está testando os sistemas rack AMD Helios, equipados com processadores EPYC. A AMD aportou US$ 1 bilhão na Meta como parte desse acordo de infraestrutura, conforme reportagem da TradingNews de 27 de outubro.
A Oracle Cloud também entrou na equação com uma implantação de EPYC de sexta geração e rede Pensando para cargas de inteligência artificial. Mesmo com os contratos fechados, os testes ainda não garantem quando ou com que margem a infraestrutura se converte em receita para a AMD: a empresa divulga os resultados do terceiro trimestre em 3 de novembro de 2026.
A Meta já havia recebido US$ 3 bilhões da Nvidia para expandir o Muse. O aporte da AMD soma mais um bilhão, o que confirma que a disputa pela infraestrutura de IA não passa só pela Nvidia.
Por que isso importa para o seu negócio
A expansão dos óculos Ray-Ban Meta AI para novos mercados coloca um dispositivo de IA no rosto das pessoas a preços abaixo dos de um smartphone premium. Para empreendedores, há implicações concretas.
O agente Muse, quando disponível fora dos EUA, vai permitir pesquisas, lembretes e interações com ferramentas direto pelos óculos, sem tirar o celular do bolso. O modelo Adventurer a US$ 249 pode acelerar a adoção em mercados emergentes, incluindo os recém-anunciados. A parceria Meta-AMD também sinaliza que mais de uma empresa disputa o papel de fornecedor de infraestrutura de IA em escala: quem controla os chips controla a velocidade do agente.
O resultado da AMD em 3 de novembro vai revelar se o contrato com a Meta já aparece na receita ou ainda é projeção de crescimento. Para quem acompanha o setor de IA, é o dado mais relevante da semana.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.
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