A coleção chegou ao AFROPUNK Brasil 2026 com 60 jaquetas numeradas que nenhum lojista vai vender: foram feitas pela marca baiana Dendezeiro para artistas e convidados do festival, que aconteceu em Salvador nos dias 7 e 8 de novembro. O projeto incluiu a OpenAI, e o ChatGPT no design de moda teve um papel concreto: pesquisar referências, comparar caminhos criativos e visualizar alternativas antes de qualquer decisão ir para a mesa de corte.
Os diretores criativos Hisan Silva e Pedro Batalha trabalharam num estúdio em Salvador. O ChatGPT entrou como ferramenta de apoio à pesquisa e à visualização, combinado com esboços, colagens e referências de imagem coletadas pela equipe. As decisões sobre material, modelagem, padronagem e acabamento permaneceram com eles.
O que a jaqueta carrega
O resultado é uma peça que mistura jeans com couro marrom e gráficos com referências à estética do AFROPUNK. No dorso, uma estampa que homenageia a rapper Sharylaine e referencia bantu knots, penteado afro com história política no Brasil e na diáspora africana. Cada jaqueta tem um número e um QR code na etiqueta que aponta para uma página com recursos de IA disponibilizados pela OpenAI.
As 60 unidades não estão à venda. A entrega foi para artistas, convidados e parceiros do festival, dentro do projeto "Feito junto com o ChatGPT", que a OpenAI vem desenvolvendo com marcas e criadores em diferentes segmentos.
Por que isso importa para o seu negócio
ChatGPT no design de moda não significa que a IA fez as roupas. Significa que ela entrou no ponto do processo onde a pesquisa costumava ser mais lenta: comparar referências visuais, mapear o que já existe e testar caminhos antes de comprometer tempo de produção.
O caso Dendezeiro mostra que ChatGPT no design de moda pode entrar na fase de pré-produção com resultado prático: a equipe de dois designers cobriu mais território de referência no mesmo tempo de estúdio.
O padrão começa a aparecer em diferentes setores: a IA como ferramenta de pré-produção, não de produção. O designer decide, a IA prepara o terreno. Para o pequeno criador, isso reduz o custo de exploração nas fases iniciais sem substituir o que é insubstituível no processo criativo.
Para quem trabalha com design de marca ou criação visual, o artigo Claude Design: a ferramenta da Anthropic para criar protótipos e apresentações com IA traz outra perspectiva sobre como a IA entra no processo criativo profissional.
O projeto completo está documentado na Fast Company Brasil.
Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.
Fonte: Google News — IA (PT-BR)





