A Microsoft concluiu em 15 de outubro de 2026 o pré-treinamento do Microsoft MAI-Base-2, seu novo modelo de IA desenvolvido internamente. Em reunião com funcionários, o chefe de IA da empresa, Mustafa Suleyman, afirmou que o modelo supera o sistema da OpenAI por trás do GPT-5.6 usando apenas um quarto do poder computacional empregado pela parceira.

O anúncio marca uma guinada no relacionamento entre as duas empresas, que mantêm parceria desde 2019. A Microsoft investiu mais de US$ 135 bilhões na OpenAI, mas vem construindo ativamente seus próprios modelos para reduzir a dependência.

Especificações técnicas do Microsoft MAI-Base-2

O Microsoft MAI-Base-2 é um modelo de mistura de especialistas (mixture-of-experts) com 80 bilhões de parâmetros ativos e 2,8 trilhões de parâmetros no total. Foi treinado em 16.000 chips GB200 ao longo de 38 dias, entre agosto e setembro de 2026.

Segundo a Microsoft, o modelo é de 4 a 12 vezes mais eficiente no pré-treinamento que o DeepSeek-V4-Pro-Base. A empresa afirma ter usado 12 vezes menos computação que o sistema equivalente do DeepSeek, o que posiciona o MAI-Base-2 na tendência de eficiência que o DeepSeek inaugurou no início de 2025.

Os dados apresentados são estimativas baseadas em leis de escalonamento, não em medições diretas publicadas. A Microsoft não divulgou benchmarks independentes nem data de lançamento público. O modelo ainda está em pós-treinamento.

A empresa planeja licenciar os pesos do Microsoft MAI-Base-2 para parceiros confiáveis pelo programa Foundry. A CFO Amy Hood chamou a diversificação de modelos de "uma oportunidade de melhoria de margem".

Satya Nadella, CEO da Microsoft, foi mais direto: "Todo modelo é substituível." A frase resume uma estratégia de não ficar preso a um único fornecedor de IA, posição que a dependência da OpenAI tornou delicada nos últimos anos. Para contexto sobre a relação entre Microsoft e OpenAI no mercado global, veja Engenheiros de IA para empresas: por que OpenAI, Anthropic e Microsoft estão mandando a equipe errada.

Por que isso importa para o seu negócio

O desenvolvimento do Microsoft MAI-Base-2 tem três implicações práticas para empresas que usam ferramentas de IA.

A primeira é a eficiência como campo de batalha. Treinar um modelo melhor com menos recursos vale mais do que ter o modelo absolutamente maior. DeepSeek já mostrou isso em 2025, e a Microsoft está adotando a mesma abordagem. A tendência favorece custos mais baixos ao longo do tempo.

A segunda é a diversificação de fornecedores. Empresas que usam o Microsoft Azure terão acesso a modelos da própria Microsoft, sem depender exclusivamente da OpenAI. Mais opções no mercado significa mais pressão por redução de preços em toda a cadeia.

A terceira é a competição direta. Se o MAI-Base-2 chegar ao Copilot e ao Azure AI Studio com benchmarks independentes confirmados, vai competir com Claude, Gemini e GPT em preço por tarefa. Para empresas brasileiras que usam essas plataformas, isso pode representar redução de custos nos próximos meses.

A comparação de modelos pode ser acompanhada na Artificial Analysis, que mede desempenho e custo de forma independente.


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

Fonte: 24/7 Wall St.